Quarta-feira, 2 de Maio de 2007

O movimento revolucionário de 1820 e a acção das Cortes Constituintes

Após a expulsão dos franceses, o governo foi assegurado por uma regência controlada pelo General Beresford, a quem D. João VI encarregara de organizar a defesa do reino. O Rei e a Corte permaneceram no Rio de Janeiro. os portugueses consideravam que a premanência do Rei no Brasil e a dos Ingleses em Portugal já não se justificavam, sendo até prejudiciais.

 Em 1808, D. João VI abriu os portos brasileiros ao comércio estrangeiro, acabando com o direito de exclusivo colonial da Metrópole. Em 1810, foi assinado um tratado entre a Inglaterra e Portugal que reduziu as taxas alfandegárias pagas sobre os produtos ingleses vendidos no Brasil. Estas medidas prejudicaram a indústria e o comércio portugueses.

À medida que o descontentamento se generalizava por todo o país, as ideias liberais iam ganhando mais adeptos.

Em 1817, uma conspiração contra a presença dos ingleses em Portugal foi descoberta e violentamente reprimida. O seu presumível chefe, general Gomes Freire de Andrade, foi enforcado. No ano seguinte, 1817, formou-se o Sinédrio, chefiado por Manuel Fernandes Tomás, que preparou a revolução.

A 24 de Agosto de 1820, alguns regimentos do porto revoltaram-se contra a Monarquia Absoluta. Toda a região Norte aderiu. Semanas depois, lisboa também se revoltou. A 1 de outubro os revolucionários do Porto uniram-se aos de lisboa. era o triunfo da Revolução Liberal. Os ingleses foram afastados das suas funções militares e políticas, sendo formada uma Junta Provisional que organizou as primeiras eleições para  deputados às Cortes Constituintes.

 

 

Constituição de 1820

 

A acção das Cortes constituintes

As Cortes exigiram o regresso do Rei, D. João VI. Tomaram ainda outras importantes decisões com o objectivo de pôr fim ao Antigo regime, nomeadamente a abolição dos privilégios e direitos senhoriais, a extinção da Inquisição e da Censura e a nacionalização dos bens da Coroa.

Em Setembro de 1822, as Cortes Constituintes aprovaram a primeira Constituição portuguesa, elaborada de acordo com os príncipios do Liberalismo. Esta Constituição:

  • definia os direitos, deveres, liberdades e garantias dos Portuguesas,
  • atribuía a soberania à Nação;
  • estabelecia a separação tripartida dos poderes.

Assim, a Monarquia Absoluta foi substtuída pela Monarquia Constitucional ou Liberal.

 

"O Grito do Ipiranga"

Este é o acontecimento que marcou a independência do Brasil.

Serás capaz de explicar o se passou? O que terá levado à independência do Brasil?

publicado por historiaKLM às 22:53
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1 comentário:
De Ana Filipa Costa a 11 de Maio de 2007 às 17:21
D. Pedro, filho de D. João VI, chegou ao Brasil com 9 anos, quando a corte portuguesa teve de fugir para escapar às invasões francesas, por isso cresceu lá.
Em 1822, no Brasil o tema do dia era a Independência, mas havia os que eram contra isso, claro, os da "facção portuguesa".
D. Pedro era pela independência, e lançou dois manifestos: Num pedia a união de todos para a independência... mas sem romper com Portugal, claro.
No outro, escrito por José Bonifácio, convidava os países ricos a continuarem a negociar com o Brasil.
A 14 de Agosto de 1822, D. Pedro viajou do Rio de Janeiro para São Paulo para resolver um problema político. D. Leopoldina, a sua mulher, ficou no poder durante sua ausência.
Quando as coisas estavam resolvidas e ele seguia para Santos, chegaram ordens das Cortes (de Portugal): D. Pedro deveria voltar para lá naquele instante, José Bonifácio seria julgado, e um novo ministério seria criado para colocar ordem naquela "trapalhada".
Tudo isso destruía todas as medidas de D. Pedro! D. Leopoldina e José Bonifácio mandaram-lhe mensageiros com essas notícias.
Desenho de Lívia Mariano, 8 anos
Um deles encontrou-o nas margens do rio Ipiranga, em São Paulo. Era a tarde de 7 de Setembro de 1822.
D. Pedro leu os decretos e decidiu logo proclamar a independência do Brasil, senão ficava prisioneiro das Cortes.
Trinta e oito pessoas assistiram: D. Pedro desembainhou a espada, ergueu-a alto e gritou:

- INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

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